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  • Avicultura - Publicada em 21/04/2021

Porque a prevenção é a melhor forma de controle da Influenza A

Responsável por perda de desempenho nas granjas, a contaminação dos animais pelo vírus deixa-os predispostos à invasão de outros agentes

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Por: Assessoria
21/04/2021

 Identificado em 2009, na América do Norte, o vírus da Influenza tipo A disseminou-se rapidamente pelo mundo, acometendo humanos e diversas espécies de animais. "Em suínos, o vírus, considerado endêmico nas populações dessa espécie, causa doença respiratória aguda. Hoje, nos plantéis, são encontrados três subtipos da Influenza suína - H1N1, H1N2 e H3N2, que ainda podem se recombinar", explica o médico-veterinário Dalvan Veit, Gerente Técnico de Suínos da Zoetis. "O vírus, além de agente primário, causador de pneumonia viral, também predispõe os animais ao surgimento de pneumonia bacteriana secundária e de outras doenças", completa.

Febre, tosse, indisposição, perda de peso são alguns dos sinais clínicos causados pela Influenza. "A transmissão da doença entre os suínos acontece como em nós, humanos, por meio do contato com secreções respiratórias contaminadas, como descarga nasal, e pelo ar, portanto o vírus se espalha rapidamente na granja", diz Veit. O especialista explica também que, por a Influenza suína ser uma doença silenciosa, é de difícil diagnóstico. "Animais contaminados pelo vírus apresentam perda de desempenho, principalmente em fase de creche, e ficam suscetíveis ao desenvolvimento de outras doenças, por isso é tão importante que todas as medidas de controle e de prevenção da Influenza sejam tomadas", reforça.

Diagnóstico correto, medidas de biossegurança - como restrição de entrada de pessoas e animais -, realização de quarentena de animais contaminados, bons hábitos de higiene dos funcionários da granja e vacinação de todos os colaboradores contra a Influenza, além da vacinação dos animais são as principais providências a serem adotadas.

Perda econômica na granja

Estudo sobre a ameaça do vírus Influenza A, liderado por Dykhuis Haden em 2012, analisou as perdas associadas ao ganho médio diário, abates e taxas de mortalidade de suínos contaminados. Em sua pesquisa, Haden estimou que o vírus, quando presente sozinho, custou ao produtor US﹩ 3,23 por animal. "Como esse vírus ataca células que revestem o trato respiratório dos suínos, enfraquece sua defesa contra infecções respiratórias posteriores", explica Veit.

O estudo apontou também que quando associado ao Mycoplasma hyopneumoniae, as perdas de produção foram ainda maiores, totalizando US﹩ 10,12 por animal, conforme pode ser observado na tabela abaixo.

Vacinação

Há quase dez anos no mercado, a vacina FluSure Pandemic é indicada para suínos sadios a partir da terceira semana de idade, incluindo porcas prenhes, como auxiliar na redução de descarga nasal e também de lesões pulmonares causadas pelo vírus da Influenza A. "A FluSure não só previne a infecção pelo vírus com segurança e eficácia, evitando perdas e garantindo produtividade como também auxilia o produtor na gestão de doenças secundárias, como a Glaesserella parasuis principalmente na fase de creche", informa Veit.

Como forma de prevenção para os leitões, a vacina é aplicada principalmente em matrizes, que passam os anticorpos para as leitegadas por meio do colostro, ao nascimento. O especialista reforça ainda que a Influenza A pode ser transmitida pelo ser humano e contaminar os animais. "A melhor forma de prevenção é vacinar o rebanho e também todos que têm contato com os animais na granja", recomenda.

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